Esta é a música que surgiu das frases do último dia 13 (clique nela para baixar). Com essa, já temos 3 canções compostas e gravadas para o nosso disco coletivo sobre os nossos dias 13. Para ouvir as outras duas, clique aqui.
E para participar da composição de hoje, basta mandar um email para lulilandiatown@gmail.com, com uma frase sobre como está sendo esse seu dia 13. Só valem as enviadas até a meia-noite de hoje. Para entender direitinho todo o projeto, clique aqui e leia o resumão da ópera.
A produção do bigodão, dessa vez, foi a três mãos: eu, monstro e principalmente firuba (Andre Édipo, da Jardel), que foi quem mais pôs a mão na massa, dirigindo os arranjos e gravando tudo lá no tapete colorido de casa, entre vinhos, queijos e chuvas.
E agora, vamos à lista de compositores, junto com a letra da musga (entre eles estão meu avô, aniversariante do último dia 13, minha mãe, minha irmã e meu amigo de infância, lá das Olíndias ;; ).
13 de junho – the moustache
Autores
música:
Lulina
letra:
Anne Sales
Antonio Rodrigues
Betania Lins
Daniela Hasse
Danilo Nakamura
Deco Digaragem
Duda Lins
Habacuque Lima
Júlia Porto
Laura England
Leonardo Barbalho
Leonardo Mendes
Luiz Pattoli
Lulina
L. Jim McAdams
Mai Fujimoto
Manuela dos Santos
Mario Sagayama
Mateus Mapa
Matt Love
Olivia Love
Paola Z
Pedro Esquerra
Sonia Letycia
Tainá Tonolli
Tânia Oda
Letra da musga
Just relax the moustache
Today, my head hurts, but my soul is content
Hoje, queria não pensar, só pensei…
Acordei com um pensamento bom
Depois de uma noite de cão
Eu vou jantar com a mãezinha do meu ex
Aproveitar para comprar
queijos e docinhos pros amigos que encontrei
Desde 1931
meu aniversário tem perguntas sem pensar
E as respostas não tenho até agora
Vou ali rezar e volto já
Vou jogar bola
quilombola
o meu dia agora é isso aí
Eu quero um novo amor
que leia um outro livro para mim
O agora ficou tarde
depois disso a leveza nem se sustentou
My wife just started stripping again
O dia começou tarde, mesmo assim dormi mal
O sol entre as cerejeiras do jardim
Eu e o meu Chekhov entre as almofadas do sofá
Fighting off illness
Anne, are you there
at the laundromatt
Tomando umas geladas, parecia sonho
Perdi um Toinho vendo a procissão de Santo Antônio
Desde que tomei a tal vacina, piorei
Sinto que o meu braço vai partir ao meio, vai
Cruzo a sala e levo um sentimento de cá pra lá
E lá fiquei, eu volto já
Vou arrumar a casa
me sinto só
mas essa lua em peixes não me assusta mais
porque agora eu sei nadar
e a TV fora do ar
me lembra que amanhã tem uma parada gay pra me parar
Aparecendo e desaparecendo
Julho 9, 2009
Véspera de feriado, relembramos o nosso convite para você aparecer no clipe de Balada do Paulista. Escute aqui a versão cristalina e se anime para mandar sua filmagem. Vale vídeo de celular, de câmera digital, do que tiver na mão, desde que seja sobre você e seus amigos curtindo uma baladinha. Já temos algumas contribuições deliciosas, mas queremos mais, muito mais, pois somos insaciáveis quando o assunto é beber e festejar sabe-se lá o quê.
Segunda é dia 13, glorioso dia 13, e mais uma musga cremosa foi composta. Dessa vez, teve até a participação à distância da minha mãe, da minha irmã e do meu avô, que mandou email lá de Recife, me lembrando que o último dia 13 foi nada mais, nada menos, que o aniversário dele. Vamos gravar a estimada canção durante o feriadão, eu e o monstrinho, entre vinhos e tapetes coloridos.
A todos um bom feriadão. Fica aqui a dica de dois compositores muito loucos, aprontando as maiores confusões na cidade grande: Torloni & Benjamin mostram a cara e, em breve, as musgas.
Morton Green dirige documentário sobre bastidores de Cristalina em meio a polêmica briga com editora
Junho 23, 2009
Da reportagem local

Morton Green / foto divulgação

Milga Plievski flagrada por fotógrafo (ela não gosta de fotos de divulgação)
Cristalina, o primeiro álbum gravado em estúdio da cantora pernambucana Lulina, é o tema do mini-documentário REC, do experimental Morton Green em mais uma da já tradicional parceria com a editora Milga Plievski. A dupla, do coletivo Dulaya, acompanhou os bastidores das gravações no estúdio da YB, em novembro de 2006, mas só agora finalizaram o curta. Comenta-se que o processo de edição foi o mais tenso possível, com direito a quebra-quebra na ilha e xiliques da russa Milga. Com fama de temperamental, a editora que trabalha com Green há 5 anos se recusava a liberar o material do documentário caso o diretor não concordasse com a retirada de algumas cenas. Ele acabou cedendo. “Milga é a editora mais brilhante com quem já trabalhei, mas o preço de sua genialidade é um humor extremamente flutuante e uma imprevisibilidade de comportamento intolerável em determinadas horas”, comentou ele. Milga se defende atacando: “Não fosse o fato de que o Morton poderia as vezes tomar um banho antes de vir para a ilha, tolero ele”. Foi polêmica também falando sobre a edição: “Queria que as imagens parecessem jogadas, como se não houvesse uma editora ou como se eu estivesse trepando enquanto cortava as cenas”. Bombástica nas suas declações, garante que vai continuar trabalhando com o diretor inglês, mas o fez de forma, como de costume, agressiva. “Lógico. Ele é um porco, mas eu adoro animais”.
Clique na cena que Milga escolheu como a mais representativa do filme e assista em primeira mão:

Lulina e Monstro ensinam como preparar um miojo
Junho 22, 2009
Com direção soberba de Morton Green e edição incontestável de Milga Plievski (dizem que eles tretaram bastante durante todo o processo… Milga tem um temperamento muito difícil, todos sabem), enfim, um mini-documentário sobre o nosso processo de composição da música Fuga pelo miojo, do disco “Aos 28 anos dei reset na minha vida”. Essas gravações datam do início do ano passado, acredito que janeiro ou fevereiro. O filmito dura quase 3 minutos, dá para assistir enquanto você bota o miojo no fogo:
Nossos agradecimentos à Dulaya e sua talentosa e discreta equipe, sempre a postos com câmeras ligadas, flagrando a vida como ela deveria ser.
Cole na balada e apareça no clipe
Junho 16, 2009
E os projetos não param. Antes de ler sobre o próximo, clique aqui para ouvir, em primeira mão, a música Balada do Paulista, na gravação do disco Cristalina, que deve sair daqui a um mês.
Bom, o mais novo projeto tem a ver com essa música e surgiu numa cerveja com o Maurício, da Yb, na semana passada. Inspirado na idéia dos “Meus dias 13”, ele sugeriu levar isso a um clipe.
Assim, a partir de hoje, quem quiser aparecer no clipe de Balada do Paulista (nessa versão cristalina que você está ouvindo), só precisa se filmar na balada, colocar num rapid share ou site similar e mandar o link para o email lulilandiatown@gmail.com (com o subject “clipe balada”). Vale filmagem de celular, de câmera fotográfica, de filmadora, do que der pra registrar.
Mas atenção: as imagens selecionadas para o clipe só vão ao ar depois que o autor assinar um termo de responsabilidade (para evitar que a figura saia por aí filmando pobres bêbados indigentes que não têm nada a ver com a história).
Apesar da música ser sobre a balada do paulistano, quem quiser pode participar, mesmo não estando numa balada em São Paulo (pessoas de outros estados, de outros países e de outros planetas são super bem-vindas). Só vamos encerrar as participações quando tivermos bastante cenas (o que pode acontecer logo, ou não).
O diretor desse clipe será um cara que eu admiro muito: Edson Kumasaka (sim, o mesmo que fez o curta cremoso da Indigo, que citei certa vez nesse blog). Edinho vai comandar todo o esquema, selecionando, editando e até filmando umas baladas loucas aê.
A partir de hoje já está valendo. Só não tá valendo para mim, que estou com amidalite, e só vou poder participar lá pra semana que vem.
Bom, pra vocês que podem: boa balada.
Para quem ainda não conhece o projeto: clique aqui e participe agora. Só valem as contribuições chegadas até a meia-noite de hoje (dia 13 de junho).
E para quem participou, aí vai a parte mais saborosa: as musgas.
O dia 13 de maio gerou duas canções.
A primeira se chama 13 de maio – o revés. E juntou nada mais, nada menos, que 46 compositores (contando comigo) numa só música.
Espero que todos consigam reconhecer sua contribuição. Por mais que seja uma palavra ou uma estrofe inteira, cada pedacinho foi extremamente importante.
A segunda, se chama 13 de maio – o “x”. Reuniu 12 compositores (ah, por pouco não foram 13…) e contou com a participação de um batalhão de formigas cantoras e um sapo-boi.
A menção honrosa dessa primeira colaboração vai para Tulipa, que foi a 13ª pessoa a mandar email para o projeto.
E um agradecimento especial ao Monstro, que fez os arranjos e gravou tudo comigo, dando sua contribuição mais que monstruosa e indispensável às duas canções, que ficaram com ares de 1913. Esse meu monstro é um gênio.
Bom, vamos à primeira.
Aí vai ficha técnica, com nome da música, autores (em ordem alfabética), letra e link para baixar.
*
13 de maio – o revés
autores
música:
Lulina
letra:
Alexandre Borba
André Bandim
Andrei Moyssiadis
André Édipo
Angela Palma
Anne Sales
Boris Vasylyshyn
Brad B
Bruno Morais
Bruno Orsini
Dago Donato
Daia
Daniela Hasse
Danilo Nakamura
Diana Meira
Edson Valente
Felipe Vieira
Fellipe Figueiroa
Gabriela Magalhães
Giovani Castelucci
Gustavo Gusmão
Habacuque Lima
Indigo
Jessica Miti Ohara
Juliana Pontual
Lais Kantor
Laura Wrona
Leonardo Barbalho
Luiz Pattoli
Lulina
Lusenalto Andrade Filho
Mai Fujimoto
Marcela Egito
Marko Mello
Matt Love
Missionário José
Pedro Falcão
Raquel Gariani
Rodrigo Édipo
Rui Branquinho
Tânia Oda
Tiago Barizon
Tito França
Tulipa Ruiz
Vinícius Mariano
Гоша Сивковский
Link:
13 de maio – o revés
Letra da musga:
o meu dia não anda lá essas coisas
muda a cor, muda o cheiro, muda a temperatura
eu rezo para não fazer calor
dor nas costas, asia, hoje é só mais um dia
o meu filho espirra sem parar
minha bexiga já está cheia de xixi
eu sopro as poerinhas ao pensar
no angu de caroço, mas vai melhorar
essa academia me entedia
uma afta na boca dolorida
não vou me afogar na sala de estar
não vou mais contar no singular
eu quero trabalhar sem ter que falar inglês
pintei as unhas de esmalte vermelho
tive alta do tornozelo, desisti do dentista
fiz a barba depois de 4 anos
tive saudades do banho com monstros na minha infância
plantei uma alfazema, consegui acordar cedo
percebi que todo dia parece o mesmo
o melhor de hoje foi há um ano atrás
do copan vejo o horizonte
buscando uma paz que não existe mais
ressaca pós-desclassificação
minha garganta dá sinais de infecção
preguiça e barulho pra acordar
mandei bom dia e alguém já vem me brochar
levei a gata no veterinário
na oficina me fazem de otário
dia mais ou menos, sem mente, eu diria
somente essa melodia
vai me ajudar a não comprar mais briga
quem nao faz vai tomar, sambar é a saída
eu sonho com a sexta e me sinto uma besta
enquanto uma velhinha inglesa
só faz reclamar da roupa da rainha
já vai acabar
já foi o bastante para um dia
entro em casa, limpo os pés
hoje foi um aniversário ao revés
I’m a little tapped out right now
I’ve been sitting on my ass
with love, with love
I’m painting my new day
*
13 de maio – o “x”.
autores
música:
Lulina
Monstro
letra:
Angela Palma
Carol Helena
Fabíola Alves Silva
Fernanda Zerbini
Flávia Amaral
Gabriela Kyrillos
Leonardo Barbalho
Luiz Pattoli
Lulina
Má R.
Marcelo Perdido
Vinicius Lima
Link:
13 de maio – o “x”
Letra da musga:
nem todo x é uma encruzilhada
ele era tudo o que eu precisava
mas ele não precisava de mim
hoje é mais um dia que passa
levando com ele o fio da minha meia calça
mal começou está no fim
fui pedida em casamento
e me separei também
organizo o meu tempo
para viver cada fato de uma vez
o dia é um beijo no meu pescoço
que depois vira um dia como qualquer outro
tô só no chá
(chá chá)
comprei um carro que eu não queria
hoje comi beringela e carne moída
tanta coisa pra pensar
dois problemas para resolver
queda de cabelo e procurar apê
descobri que o meu fígado
é o X da questão que eu errei
Fazer arte = fazer traquinagem
Junho 9, 2009
Enquanto o monstro não aparece…
Junho 3, 2009
13 dias depois…
Maio 26, 2009
Teve gente que foi pedida em casamento. Teve gente que se separou.
Gente que viu o horizonte do Copan, que sofreu com a derrota do Sport, ou que simplesmente espirrou demais.
Muito foda a experiência de fazer música sobre o dia dos outros, as percepções, sentimentos e acontecimentos que viveram naquele dia. Foram mais de 50 emails (aliás, mais de 70, se contarmos os retardatários), alguns até de outros países. A primeira já foi composta e está em fase de gravação, lá na casa do Monstro, que está comandando os arranjos, comigo de co-piloto.
Como alguns emails tinham temáticas próximas, resolvi jogar os que falavam de relacionamentos num segundo bloco e fazer uma segunda música surpresa. Ou seja, talvez esse primeiro dia 13 renda duas músicas, ao invés de uma.
No mais, essa semana vamos disponibilizar mais um disco caseiro das antrolas. Só depende do Monstro ter um tempinho para jogar o Sangue de ET aqui. A capa dele eu já soltei no flickr (link aí do lado) para quem quiser imprimir e montar.
Falta a capa e a ficha técnica do 14/28 também. Monstro, cadê você?
Hoje é dia 13. Dia perfeito para se começar um projeto pirado.
Funciona assim: você nem precisa sair dessa cadeira em que você está.
Basta escrever uma frase sobre o seu dia 13 (hoje) e mandar para lulilandiatown@gmail.com, com o subject “meu dia 13”.
Não precisa pensar muito, o importante é que seja uma frase sobre como você está se sentindo hoje, ou sobre alguma coisa que aconteceu ao seu redor, enfim. Nada de poesia ou frase bem construída, o importante é o conteúdo dela. Eu vou ler a frase que todo mundo mandou e, a partir delas, fazer uma música. Posso usar ou não a frase exatamente como foi escrita, mas se eu usar ao menos a idéia/sentimento contidos nela, a pessoa que mandou já faz parte automaticamente do rall dos “compositores” da música.
No próximo dia 13 (de junho), vou disponibilizar a música gravada, com o crédito de todos os autores das frases que usei como inspiração (vai ser um método bem subjetivo, não vou poder usar a frase de todo mundo, senão a música vai ter duas horas de duração, mas vou tentar usar o máximo de frases e idéias que puder, creditando sempre seus autores).
A pessoa vai poder ouvir a música e reconhecer que parte do dia dela está ali, na canção.
E no próximo dia 13 de junho, novamente vocês podem mandar frases sobre o dia 13 que vocês estão vivendo naquele momento. E, novamente, farei uma outra música com elas, para disponibilizar no dia 13 seguinte. Resumindo: todo dia 13 temos um encontro nesse blog, para ouvir a música composta por todos nós e para movimentar novos emails com frases. No final de 13 meses, reunirei todas as músicas feitas em um único disco, chamado “Meus dias 13”, composto por um número recorde de compositores: eu e todo mundo que mandou alguma frase que foi usada.
Então, daqui a 13 meses, depois do disco ficar pronto, farei um show de lançamento, o primeiro COMPOSISHOW, onde todos os compositores poderão pegar o seu disco de graça. Vale frisar que o disco vai ser um cd-r, obviamente (já que todas as gravações serão realizadas de forma caseira, mas com uma boa qualidade). Mas, se ao final de 13 meses, todos estiverem bastante felizes com o resultado, quem sabe não fazemos uma vaquinha para prensar em SMD? Tudo depende do resultado que obtivermos. Por enquanto, vamos pensar pequenininho e ver no que dá essa brincadeira. Algo me diz que vai dar pelo menos um belo disco sobre os nossos dias 13 na Lulilândia.
Atenção: só valem frases mandadas até a meia-noite de cada dia 13.




