Cristalina na +Soma e no Valor Econômico

12/01/2010

Mais duas ótimas críticas: na revista +Soma (por Gilberto Custódio – cujos textos sobre música eu muito admiro) e no jornal Valor Econômico (no caderno de fim de semana).



Ouvir as 18 faixas de “Cristalina” é embarcar numa curiosa viagem ao mundo de Lulina, também conhecido como “Lulilândia”. Difícil ficar indiferente. A imersão ocorre quase sem querer. Quando se dá conta, o ouvinte se pega sorrindo ao escutar as letras, batendo o pé ao ritmo contagiante das canções e sentindo um friozinho na barriga por causa da voz suave de menina, que conquista até o mais duro dos machões. O álbum, apesar de altamente psicodélico, seja pelas letras surreais ou pelas texturas sonoras pouco comuns, não demanda grande sacrifício para ser compreendido, pois é pop na essência. Composto por rimas fáceis e acordes simples de violão, além de referências que passam por Júpiter Maçã, Pato Fu, Os Mutantes e até mesmo Raul Seixas, o álbum flui sem maiores solavancos, com direito a vários momentos geniais, boas sacadas e inteligência ímpar. Lulina, alcunha de Luciana Lins, pernambucana de Recife radicada em São Paulo, lançou quase uma dezena de discos caseiros distribuídos em CD-R antes do álbum oficial, uma compilação das melhores canções dos discos anteriores, agora gravadas de forma mais profissional, daí o título “Cristalina”. Apesar de um tanto longo, percebe-se que o trabalho foi dividido em duas partes: a primeira, que vai até a nona faixa, aposta nas canções mais fofas e folclóricas de Lulina, enquanto o restante segue uma linha mais ácida, permeada por uma fina ironia. São dois lados que se completam, fazendo desse álbum um dos grandes destaques do ano.

Por Gilberto Custódio Junior

Lulina vem do Recife, alheia aos regionalismos comumente associados à cena local. Seu universo temático/sonoro é bem particular, na verdade – comporta até um nome próprio, “lulilândia”. Entre o lúdico e o irônico, Lulina costura temas improváveis: Jerry Lewis, playmobils, narcolepsia, bolhas na pleura (uma patologia também conhecida como “blebs”). A estética é onírica, pop, marcada pela miríade de efeitos trazida pelo tecladista Monstro (hammond, moog, casiotone, etc.). Jovem veterana da cena indie, a compositora soma oito álbuns virtuais, gravados em esquema caseiro, lo-fi (disponíveis em http://www.lulilandia.wordpress.com). “Cristalina” compila faixas desse material, devidamente retrabalhadas em estúdio, sob produção de Missionário José e Maurício Tagliari.

2 Responses to “Cristalina na +Soma e no Valor Econômico”

  1. Ailton Junior Says:

    Ola, gostaria de saber de que modo a senhorita Lulina viria tocar em Curitiba.
    Meu nome é Ailton Junior e estou interessado em traze-la para a capital paranaense.
    Não encontrei outro contato alem desse comentario.
    é isso, Abraço!

    ailtonbjunior@yahoo.com.br
    twitter.com/junkiehouse

  2. lulilandia Says:

    Opa, Ailton! Tocar em Curitiba seria demais!
    Já já te mando um email…
    bjs!


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